O valor do seguro de vida, chamado capital segurado, é o que garante que os planos da família continuem de pé. Contratar pouco deixa a família desprotegida. Contratar demais pesa no orçamento sem necessidade. A conta abaixo ajuda a chegar a um número coerente.
Parte 1: custo de vida durante a transição
Quanto a sua família gasta por mês para manter o padrão atual? Multiplique esse valor pelo número de meses que ela precisaria para se reorganizar. Para muitas famílias, um período entre dois e cinco anos é uma referência razoável, mas isso depende da idade dos filhos e de outras fontes de renda da casa.
Parte 2: dívidas que ficariam em aberto
Some financiamentos, empréstimos e outros compromissos que não deveriam recair sobre a família. Alguns financiamentos imobiliários já têm seguro próprio que quita o saldo, e isso deve ser descontado.
Parte 3: objetivos já assumidos
A faculdade dos filhos, a conclusão de uma obra, o apoio a pais idosos. São compromissos que você já planejou e que a família gostaria de manter.
O que descontar
Do total, subtraia o que já existe: reservas financeiras, previdência privada com beneficiários indicados e outros seguros de vida, inclusive o do trabalho, que costuma acabar quando você sai da empresa.
Exemplo ilustrativo
| Parte | Valor |
|---|---|
| Custo de vida: R$ 12 mil por mês durante 36 meses | R$ 432 mil |
| Dívidas em aberto | R$ 80 mil |
| Faculdade de dois filhos | R$ 300 mil |
| Menos reservas existentes | – R$ 150 mil |
| Capital sugerido | R$ 662 mil |
Os valores são apenas ilustrativos. O seu cálculo depende dos seus números.
Além da morte: coberturas em vida
Um bom seguro de vida também pode proteger enquanto você está vivo, com coberturas para invalidez, doenças graves e diárias por incapacidade temporária. Para quem depende da própria capacidade de trabalhar, essas coberturas às vezes são as mais importantes.